Pratique questões de medicina
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Uma paciente de 56 anos, com histórico de insônia de manutenção há cerca de 8 meses, é atendida na consulta ambulatorial de clínica médica. Ela relata acordar frequentemente no meio da noite e ter dificuldade para voltar a dormir, o que compromete seu desempenho diário. Refere também sintomas depressivos leves, como apatia matinal, perda de interesse em atividades antes prazerosas e leve redução do apetite. Na avaliação laboratorial recente, observou-se elevação discreta das transaminases hepáticas (AST: 58 U/L; ALT: 71 U/L). A paciente não faz uso de benzodiazepínicos nem outros hipnóticos, mas utiliza, esporadicamente, paracetamol e anti-histamínicos para alívio de sintomas gripais.
Diante do quadro clínico apresentado, considerando as indicações, contraindicações e efeitos adversos dos hipnóticos agonistas dos receptores de melatonina, qual das seguintes condutas é a mais apropriada?
Evitar qualquer hipnótico e prescrever antidepressivo tricíclico com efeito sedativo, como a amitriptilina, por apresentar menor risco hepático e eficácia em insônia de manutenção.
Iniciar tratamento com agomelatina, pois seu perfil antidepressivo e ação agonista de melatonina a tornam ideal para casos com sintomas afetivos leves.
Evitar o uso de agomelatina devido à hepatotoxicidade, optando por ramelteon como alternativa mais segura para pacientes com disfunção hepática.
Introduzir melatonina exógena em dose elevada (10 mg) antes de dormir, mesmo em pacientes com hepatopatia, pois não há impacto relevante sobre o metabolismo hepático.
Utilizar ramelteon em conjunto com agomelatina para potencializar a resposta clínica, pois ambos atuam em receptores de melatonina e não há risco de interação.