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Uma paciente de 36 anos, com sobrepeso (IMC 29,4 kg/m²), relata dificuldade para perda de peso apesar de dieta hipocalórica e prática regular de exercícios. Refere também episódios frequentes de distensão abdominal e constipação intestinal. Exames laboratoriais mostram glicemia de jejum de 102 mg/dL, triglicerídeos de 155 mg/dL e HDL-colesterol de 42 mg/dL. Durante a consulta, discute-se a influência de fatores além da dieta e do sedentarismo no controle de peso corporal.
Com base nos conhecimentos atuais sobre a relação entre o microbioma intestinal e a obesidade, assinale a alternativa que representa o mecanismo mais aceito sobre como alterações na flora intestinal contribuem para o ganho de peso e risco metabólico:
A disbiose intestinal aumenta a produção de catecolaminas intestinais, que reduzem a motilidade e favorecem o acúmulo de glicogênio hepático.
Alterações no microbioma favorecem a maior absorção de energia e aumentam a produção de metabólitos inflamatórios que contribuem para resistência insulínica.
A diversidade bacteriana aumentada no intestino de indivíduos obesos promove maior produção de ácidos graxos voláteis que bloqueiam receptores de saciedade.
O excesso de lactobacilos intestinais está associado à inibição da síntese de leptina, levando à redução do apetite e aumento da massa gorda.
A modulação da microbiota com fibras insolúveis aumenta a expressão de enzimas proteolíticas pancreáticas, favorecendo o emagrecimento.