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SCMSP - SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO - 2019
Uma paciente de 26 anos de idade procurou o pronto‐atendimento de ginecologia com queixa de dor súbita de forte intensidade no abdome após relação sexual. Negou febre ou doenças e não tinha antecedentes familiares pertinentes. Apresentava pressão arterial de 120 x 80 mmHg, frequência cardíaca de 100, abdome flácido e descompressão brusca negativa e dolorosa em fossa ilíaca esquerda. O exame ginecológico especular não apresentou alterações e o exame de toque vaginal mostrou útero intrapélvico com dor importante em região anexial esquerda. Foi solicitada uma ultrassonografia, transvaginal, que descreveu útero em anteversoflexão, com o volume normal, ovário direito sem alterações e ovário esquerdo com imagem complexa, heterogênea às custas de imagens ecogênicas na periferia da formação e presença de septos finos em seu interior. O estudo Doppler apresentou anel vascular periférico e ausência de líquido livre em fundo de saco. Outros exames solicitados foram: β‐hCG negativo; hemograma com Hb de 13 g/dl (normal de 12‐16 g/dl); e HT de 39% (normal 35‐47%). Nesse caso hipotético,
a conduta é cirurgia imediata.
o diagnóstico é de gestação ectópica e a conduta medicamentosa será adotada.
deve‐se realizar analgesia e controle hematimétrico, pois a conduta não cirúrgica é a mais provável se a paciente mantiver a estabilidade hemodinâmica.
o diagnóstico mais provável é de torção anexial, entretanto, devido à idade da paciente, a conduta expectante é mais apropriada.
a presença do anel vascular periférico fala a favor de uma provável neoplasia maligna.