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HSM - DF - HOSPITAL SANTA MARTA - 2020
Uma paciente de 20 anos de idade, sem histórico de cardiopatia, apresentou-se no hospital com febre alta, tosse produtiva de dor ventilatório-dependente em base pulmonar esquerda com três dias de evolução. Alega tratamento dentário há 30 dias, sem uso de profilaxia. Após os exames iniciais, ela foi hospitalizada com diagnóstico de pneumonia adquirida na comunidade e foi iniciada ceftriaxona 1g/dia. No terceiro dia de internação, ainda com persistência da febre alta, desenvolveu uma paralisia facial esquerda, e a TC craniana revelou infarto no lobo fronto-parieto-temporal direito. O ecocardiograma transtorácico revelou vegetação na valva mitral medindo 0,5 cm a 1,0 cm e regurgitação mitral grave. A vegetação era aderente ao lado atrial da valva mitral, e um fluxo excêntrico de jato de regurgitação mitral foi detectado no ecocardiograma transoesofágico. O tratamento foi reorganizado como ampicilina-sulbactam e gentamicina. Quanto a esse caso clínico e considerando os conhecimentos médicos relativos à endocardite infecciosa (EI), assinale a alternativa correta.
O uso de terapia anticoagulante com aspirina após diagnóstico de EI está indicado para a paciente, com a finalidade de reduzir o risco de recorrência de embolia séptica.
Caso a hemocultura da paciente venha negativa, os germes do grupo HACEK devem ser suspeitados. Os organismos HACEK eram tradicionalmente considerados os agentes mais comuns de endocardite por cultura negativa.
A paciente possui três critérios maiores e dois menores para escore de DUKE modificado, escore esse que avalia risco de mortalidade dos pacientes portadores de EI.
A troca da valva acometida mesmo em uso de antibioticoterapia é necessária na paciente, em razão do evento cerebrovascular e pelo tamanho da lesão ao ecocardiograma.
O ecocardiograma deverá ser repetido a cada 72 horas nessa paciente, com o objetivo de avaliar regressão da vegetação com terapia antimicrobiana.