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Uma paciente de 16 anos de idade, nulípara, comparece ao ambulatório de ginecologia acompanhada pela mãe, que possui diagnóstico de Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A adolescente refere menarca aos 13 anos e, desde então, apresenta ciclos menstruais com intervalos de 45 a 60 dias. A mãe está muito preocupada e traz uma ultrassonografia pélvica recente que evidencia ovários com volume de 12 cm³ bilateralmente e presença de 22 pequenos folículos em cada gônada. Ao exame físico, a paciente apresenta IMC de 23 kg/m², índice de Ferriman-Gallwey igual a 3 e acne facial de grau leve. Os exames laboratoriais revelam testosterona total, índice de androgênios livres, 17-OH-progesterona, prolactina e TSH rigorosamente dentro dos limites da normalidade. Baseado nos consensos internacionais mais recentes (Diretrizes Internacionais Baseadas em Evidências para SOP de 2018 e 2023), qual deve ser a conduta médica em relação à reafirmação diagnóstica para essa paciente?
Confirmar o diagnóstico de SOP pelo fenótipo não clássico, uma vez que a paciente apresenta oligomenorreia associada à morfologia ovariana policística ao ultrassom, preenchendo dois dos três critérios de Rotterdam, e prescrever contraceptivo hormonal combinado.
Reafirmar à mãe e à paciente que o diagnóstico de SOP não pode ser estabelecido neste momento, pois a ultrassonografia pélvica não deve ser utilizada como critério diagnóstico em adolescentes; a paciente deve ser considerada 'em risco para SOP' e reavaliada periodicamente.
Excluir definitivamente o diagnóstico de SOP, tranquilizando a família, pois a irregularidade menstrual é considerada estritamente fisiológica nos primeiros 5 anos após a menarca e a paciente não apresenta hiperandrogenismo clínico ou bioquímico significativo.
Confirmar o diagnóstico de SOP com base na presença de oligomenorreia e acne leve (hiperandrogenismo clínico), independentemente dos achados ultrassonográficos, e iniciar tratamento imediato com espironolactona e modificação do estilo de vida.
Solicitar a dosagem do hormônio antimülleriano (AMH) plasmático para substituir o critério ultrassonográfico; caso o valor seja superior a 4,5 ng/mL, o diagnóstico de SOP pode ser reafirmado e selado com segurança nesta faixa etária.