Dica do autor: No trauma abdominal contuso, a conduta é guiada essencialmente por dois fatores: estabilidade hemodinâmica e achados tomográficos.
A paciente apresentou instabilidade inicial leve, com taquicardia e hipoperfusão periférica, mas respondeu adequadamente à reposição volêmica com cristaloide, caracterizando-se como hemodinamicamente estável após ressuscitação.
A tomografia com contraste evidencia blush arterial, que corresponde a extravasamento ativo de contraste, sinalizando sangramento arterial em curso. Esse achado muda completamente a conduta.
Em pacientes estáveis ou respondedores transitórios com lesão hepática e blush arterial, a conduta padrão em centros de trauma é angiografia com embolização seletiva, pois permite controle do sangramento de forma minimamente invasiva, preservando o parênquima hepático.
Laparotomia fica reservada para pacientes instáveis refratários à reposição volêmica. O tratamento não operatório isolado (apenas observação) não é adequado quando há extravasamento ativo de contraste.
Alternativa A: INCORRETA. Laparotomia exploradora está indicada em pacientes com instabilidade hemodinâmica persistente ou falha do manejo não operatório. Não é o caso, pois houve resposta à reposição volêmica.Alternativa B: INCORRETA. O tratamento não operatório isolado é indicado em pacientes estáveis sem blush arterial. A presença de extravasamento ativo contraindica apenas observação clínica.
Alternativa C: CORRETA. Em paciente estável com lesão hepática e blush arterial na tomografia, está indicada angiografia com embolização seletiva, conforme protocolos atuais de trauma.
Alternativa D: INCORRETA. Laparoscopia não é método padrão para controle de sangramento hepático em trauma contuso com extravasamento arterial.
Resposta: Alternativa C
