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Uma mulher de 68 anos, em acompanhamento por glioblastoma multiforme (Grau IV pela OMS), está em terceira linha de quimioterapia paliativa. Anteriormente, apresentava um status de Eastern Cooperative Oncology Group (ECOG) 1 e performance status de Karnofsky (KPS) 90, mas agora comparece ao ambulatório após ter apresentado uma crise convulsiva nova na semana passada e com queixas de cefaleia intensa. Na avaliação atual, a paciente se encontra com ECOG 2 e KPS 60. A ressonância magnética cerebral recente mostrou aumento da massa tumoral e sinais de hipertensão intracraniana discreta (edema cerebral e compressão ventricular leve), sem desvio de linha média. Durante a consulta de retorno, a paciente questiona sobre a possibilidade de novos tratamentos ou inclusão em estudos clínicos. Considerando as informações clínicas e os princípios de cuidados paliativos, assinale a alternativa que contém a melhor condução para o caso.
Conversar com a paciente sobre a progressão da doença, explorar suas expectativas e percepção sobre o diagnóstico, e discutir os benefícios limitados de novas linhas de tratamento, incluindo a consideração de cuidados paliativos focados no controle dos sintomas e na qualidade de vida.
Informar à paciente que não existem mais tratamentos eficazes disponíveis e encaminhá-la imediatamente para os cuidados paliativos, sem considerar sua inclusão em estudos clínicos devido à baixa expectativa de benefício.
Convocar a família da paciente para discutir a ausência de resposta ao tratamento atual e sugerir a inclusão em um estudo clínico, uma vez que a paciente demonstrou interesse em continuar a busca por tratamentos.
Aconselhar a paciente a continuar com o tratamento atual e sugerir a realização de um novo ciclo de quimioterapia, além de encaminhá-la para um neurologista para avaliação e manejo das crises convulsivas.
Orientar a paciente a buscar uma segunda opinião em um centro de referência em neuro-oncologia para explorar novas possibilidades de tratamento, incluindo terapias experimentais, sem priorizar a discussão sobre cuidados paliativos.