Pratique questões de medicina
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Uma mulher de 54 anos, previamente hígida, é submetida a procedimento cirúrgico eletivo sob anestesia geral. Durante a indução anestésica, evolui com broncoespasmo importante, hipersecreção brônquica e bradicardia sinusal. A equipe opta pela administração intravenosa de um fármaco que promove rápida reversão do broncoespasmo e da bradicardia, além de redução das secreções. No pós-operatório imediato, a paciente apresenta midríase e diminuição transitória da motilidade gastrointestinal, efeitos considerados esperados e autolimitados.
Com base nos mecanismos farmacológicos envolvidos, qual alternativa descreve corretamente as diferenças entre os antagonistas colinérgicos e adrenérgicos relevantes para o manejo desse quadro clínico?
O fármaco utilizado atua como antagonista muscarínico, bloqueando receptores M₂ no coração e M₃ nas vias aéreas, enquanto os antagonistas adrenérgicos atuam predominantemente reduzindo o tônus simpático por bloqueio de receptores β₂ brônquicos.
O fármaco administrado bloqueia receptores muscarínicos pós-ganglionares parassimpáticos, promovendo broncodilatação e taquicardia, enquanto os antagonistas adrenérgicos reduzem respostas simpáticas ao bloquearem receptores α ou β nos órgãos-alvo.
O antagonista utilizado age sobre receptores nicotínicos ganglionares, inibindo simultaneamente o sistema simpático e parassimpático, mecanismo semelhante ao observado nos antagonistas adrenérgicos não seletivos.
O bloqueio dos receptores M₁ explica a broncodilatação observada, enquanto os antagonistas adrenérgicos atuam apenas em nível pré-sináptico, reduzindo a liberação de noradrenalina.
O efeito clínico resulta do bloqueio de receptores β₂-adrenérgicos, enquanto os antagonistas colinérgicos apresentam ação restrita ao sistema nervoso central, sem repercussão periférica significativa.