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Uma mulher de 52 anos, previamente hígida, é admitida na UTI após apresentar cefaleia súbita e intensa, seguida de rebaixamento do nível de consciência. A tomografia de crânio sem contraste revela hemorragia subaracnóidea difusa. Devido ao risco de vasoespasmo cerebral, é solicitado um Doppler transcraniano (DTC) seriado para monitorar a circulação cerebral.
No quarto dia de internação, o exame de DTC revela aumento progressivo da velocidade do fluxo na artéria cerebral média (ACM), com valores superiores a 200 cm/s, e um índice de pulsatilidade reduzido. Com base nesse achado, qual a interpretação mais provável e sua repercussão clínica?

Fonte: https://www.nysora.com/education-news/assessing-cerebral-vasospasm-with-transcranial-doppler-a-step-by-step-guide/
A elevação progressiva da velocidade sugere vasoespasmo cerebral, um evento potencialmente grave que pode comprometer a perfusão cerebral.
A presença de fluxo de alta velocidade na ACM confirma a presença de trombose arterial aguda, justificando a anticoagulação imediata.
A redução do índice de pulsatilidade sugere um aumento da resistência intracraniana e deve ser interpretada como um sinal precoce de hipertensão intracraniana grave.
A ausência de variação significativa na velocidade do fluxo arterial exclui a possibilidade de vasoespasmo, sugerindo um quadro hemodinâmico estável.
O aumento da velocidade do fluxo na ACM indica hiperemia reativa transitória, sem repercussão clínica significativa.