Pratique questões de medicina
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Uma mulher de 34 anos, previamente saudável, foi admitida na UTI após um acidente automobilístico de alta energia. No momento da admissão, ela apresentava traumatismo torácico severo, com múltiplas fraturas costais bilaterais, contusão pulmonar e instabilidade hemodinâmica devido a um pneumotórax hipertensivo. Após drenagem torácica de urgência, a paciente foi estabilizada e permaneceu em ventilação mecânica.
Nas primeiras 48 horas de internação, foi observada piora progressiva do quadro respiratório, sendo necessário ajuste da ventilação mecânica com pressão de platô acima de 35 cmH₂O e relação PaO₂/FiO₂ abaixo de 100, mesmo com estratégia ventilatória protetora e posição prona. A equipe decide iniciar um trial de UTI de 72 horas para avaliar a possibilidade de recuperação pulmonar antes de considerar terapias mais invasivas. Após o trial, os seguintes achados foram registrados:
Diante do quadro clínico da paciente, qual a conduta mais apropriada com base nos desfechos clínicos do Trial de UTI?
Continuar o suporte ventilatório por tempo indeterminado, pois a paciente é jovem e pode ter recuperação pulmonar tardia, independentemente da gravidade do quadro.
Ajustar a ventilação mecânica para volumes correntes mais altos, na tentativa de melhorar a oxigenação, pois a hipoxemia é o principal fator de risco para mortalidade.
Reduzir progressivamente as intervenções invasivas e discutir com a família a possibilidade de cuidados paliativos, uma vez que há evidência radiológica de fibrose pulmonar irreversível e ausência de resposta ao trial.
Suspender a ventilação mecânica e instituir apenas oxigenoterapia por cateter nasal de alto fluxo, pois não há justificativa para medidas invasivas prolongadas em caso de falência pulmonar irreversível.
Iniciar ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea) como estratégia de suporte avançado, pois há falência respiratória refratária sem evidência de melhora.