Pratique questões de medicina
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Uma mulher de 30 anos procura atendimento psiquiátrico devido a lesões cutâneas persistentes, especialmente no rosto e nos braços. Ela relata que passa horas cutucando pequenas imperfeições na pele, mesmo quando não há lesões aparentes, e sente um alívio momentâneo seguido por intensa culpa. Afirma que não consegue evitar esse comportamento, mesmo tentando esconder espelhos e manter as mãos ocupadas. A paciente nega obsessões formais sobre contaminação, mas admite um impulso incontrolável de manipular a pele. Seu histórico médico revela múltiplas tentativas de tratamento dermatológico sem sucesso.
Com base no diagnóstico de Transtorno de Escoriação (Skin Picking Disorder), qual das alternativas é correta?
O Transtorno de Escoriação pertence ao espectro obsessivo-compulsivo e compartilha mecanismos neurobiológicos com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), sendo tratado com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS).
A manipulação compulsiva da pele no Transtorno de Escoriação ocorre exclusivamente em resposta a pensamentos obsessivos intrusivos sobre contaminação ou imperfeições cutâneas, e nunca de maneira automática ou sem um gatilho externo identificável.
O Transtorno de Escoriação é classificado como um transtorno somatoforme, pois a manipulação repetitiva da pele reflete uma preocupação excessiva com a saúde física, frequentemente levando a consultas médicas desnecessárias.
O diagnóstico do Transtorno de Escoriação exige a presença de insight reduzido, pois a maioria dos pacientes não reconhece o comportamento como problemático e raramente busca tratamento por conta própria.
O tratamento farmacológico do Transtorno de Escoriação deve ser baseado em antipsicóticos de baixa potência, pois o comportamento de manipulação da pele está relacionado a uma forma branda de transtorno delirante somático.