Pratique questões de medicina
Estude para o ENAMED, concursos e provas de título no Sanarmed.com, é grátis.
Oferecido por
Estude para o ENAMED, concursos e provas de título no Sanarmed.com, é grátis.
Oferecido por
Uma mulher de 28 anos, primigesta, chega à maternidade em trabalho de parto espontâneo, com 9 cm de dilatação. Durante a fase expulsiva, a equipe obstétrica decide realizar episiotomia de rotina para "evitar lacerações graves e facilitar o nascimento". A parturiente não foi consultada sobre o procedimento e, apesar de sua evolução adequada, a incisão é realizada assim que o polo cefálico começa a coroa.
No pós-parto, a paciente apresenta edema perineal intenso, hematoma local e dor significativa, dificultando a locomoção e a posição para amamentação. Durante a revisão puerperal, relata sensação de queimação persistente no períneo e desconforto nas relações sexuais.
Com base nas evidências científicas sobre episiotomia e proteção perineal ativa, qual das alternativas abaixo melhor analisa os riscos da episiotomia de rotina e as estratégias de prevenção de traumas perineais?
A episiotomia de rotina tem sido cada vez mais desencorajada, pois não demonstrou reduzir o risco de lacerações graves em estudos comparativos. No entanto, ainda pode ser benéfica em primigestas, pois facilita a fase expulsiva e reduz o risco de hipoxia fetal em partos prolongados.
O uso da episiotomia deve ser individualizado e reservado para casos selecionados, pois a incisão pode ser mais lesiva do que uma laceração espontânea. Estratégias de proteção perineal ativa, como compressas mornas e massagem perineal, demonstraram reduzir a necessidade de episiotomia sem aumentar o risco de trauma grave.
Embora a episiotomia cause maior dor perineal no pós-parto, sua realização reduz o risco de trauma extensivo no assoalho pélvico, pois cria um corte cirúrgico controlado, evitando a imprevisibilidade de uma laceração perineal extensa.
A episiotomia tem impacto discreto na morbidade materna e deve ser indicada sempre que houver risco de distocia de ombros ou expulsivo prolongado, pois seu benefício na redução do tempo do parto compensa os possíveis efeitos adversos.
A proteção perineal ativa deve ser utilizada apenas em partos de baixo risco, pois em casos de macrossomia fetal ou período expulsivo prolongado, a episiotomia é fundamental para evitar complicações materno-fetais e garantir a integridade do períneo.