Dica do autor: A maior parte dos defeitos congênitos surge no período embrionário (3ª a 8ª semanas), fase de organogênese e de intenso padroneamento tecidual (gastrulação, neurulação, formação do tubo cardíaco, arcos faríngeos, membros, septação cardíaca, palato primário, etc.). Nessa janela, o embrião é altamente suscetível a teratógenos (fármacos, álcool, infecções como rubéola/CMV, radiação), e a erros intrínsecos de desenvolvimento, porque pequenas interferências podem desorganizar via de sinalização, migração celular e dobramentos. Antes disso (período pré-implantação), vale a máxima “tudo ou nada”: lesões graves costumam impedir a implantação; após a 8ª semana (período fetal), os efeitos tendem a ser de crescimento/ maturação (deformações, displasias, disrupções), menos frequentemente grandes malformações estruturais.
Alternativa A: INCORRETA. No terceiro trimestre predomina crescimento e maturação; malformações maiores já se estabeleceram.
Alternativa B: CORRETA. Entre a 3ª e a 8ª semanas ocorre a organogênese, período de máxima vulnerabilidade para malformações estruturais.
Alternativa C: INCORRETA. O segundo trimestre cursa com crescimento e refinamento funcional; defeitos estruturais maiores já se formaram.
Alternativa D: INCORRETA. Nas primeiras 24h há fertilização; não é período típico de malformações estruturais.
Alternativa E: INCORRETA. No pré-implantação (até ~10 dias) vigora o efeito “tudo ou nada”, não a gênese da maioria das malformações.
Resposta Correta: Alternativa B
Referências:
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Sadler TW. Langman – Embriologia Médica. 14ª ed. Elsevier, 2021.
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Moore KL, Persaud TVN, Torchia MG. Embriologia Clínica. 11ª ed. Elsevier, 2020.
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Schoenwolf GC et al. Larsen’s Human Embryology. 6ª ed. Elsevier, 2020.