Pratique questões de medicina
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Uma gestante de 28 anos, residente em área rural do Maranhão, no segundo trimestre de gravidez, procura atendimento médico com queixas de febre vespertina há mais de 4 semanas, associada a perda de peso, astenia progressiva e aumento do volume abdominal. O exame físico revela palidez mucocutânea acentuada, hepatoesplenomegalia e linfadenopatia discreta.
A hipótese diagnóstica de Leishmaniose Visceral é confirmada por punção esplênica com achado de amastigotas de Leishmania chagasi.
Diante do quadro clínico e do contexto gestacional, a equipe médica discute as opções terapêuticas mais apropriadas, considerando o espectro de ação, segurança fetal e toxicidade dos principais fármacos disponíveis.
Com base nesse cenário clínico e nos conhecimentos farmacológicos, assinale a alternativa CORRETA:
A escolha de primeira linha deve ser o Antimoniato de N-metilglucamina, uma vez que sua eficácia é elevada e seus efeitos adversos são limitados à fase aguda da doença, não havendo contraindicações formais em gestantes.
A Anfotericina B lipossomal é considerada a terapia mais segura para o tratamento da leishmaniose visceral durante a gestação, devido ao seu perfil farmacológico favorável, baixa toxicidade fetal e ausência de teratogenicidade conhecida.
A formulação desoxicolato da Anfotericina B é a primeira opção para pacientes grávidas devido à ampla experiência clínica com o medicamento, mesmo em pacientes com disfunção renal leve a moderada.
Nenhuma das terapias antiparasitárias atualmente disponíveis é considerada segura durante a gestação, devendo-se optar por tratamento sintomático até o término da gravidez, quando o tratamento definitivo pode ser instituído com segurança.
O Antimoniato de N-metilglucamina, embora contraindicado em pacientes pediátricos e imunossuprimidos, é preferido durante a gravidez por apresentar menos nefrotoxicidade que a Anfotericina B convencional.