Pratique questões de medicina
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Uma adolescente de 16 anos é encaminhada ao otorrinolaringologista após triagem escolar indicar dificuldade auditiva progressiva, especialmente em ambientes com ruído. Ela nega otalgia, vertigem ou infecções recorrentes. Refere que escuta, mas não compreende bem a fala, principalmente em conversas sobrepostas. A otoscopia bilateral está normal. A audiometria revela perda auditiva neurossensorial moderada bilateral com curva descendente. Os testes de Rinne e Weber são compatíveis com perda sensorial. Potenciais evocados auditivos de tronco encefálico (PEATE) mostram latências normais, mas as emissões otoacústicas estão ausentes.
Considerando o quadro apresentado, qual é a explicação fisiológica mais compatível com a perda auditiva da paciente?
Redução da pressão na endolinfa, levando à rigidez da membrana basilar e prejuízo na propagação da onda viajante até o ápice da cóclea.
Comprometimento do nervo vestibulococlear, interrompendo a transmissão do sinal elétrico do ouvido interno até o tronco encefálico.
Disfunção das células ciliadas externas, reduzindo a amplificação coclear e comprometendo a sensibilidade auditiva em frequências agudas.
Disfunção da cadeia ossicular, limitando a transferência de vibração sonora da membrana timpânica para a janela oval da cóclea.
Defeito genético nas vias centrais auditivas, com preservação periférica, resultando em alteração na interpretação cortical do som.