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Um paciente do sexo masculino, de 25 anos, com diagnóstico genético confirmado de Febre Familiar do Mediterrâneo (FMF), é acompanhado no ambulatório de reumatologia. Ele relata boa adesão ao uso regular de colchicina na dose de 2,5 mg ao dia, que é a dose máxima tolerada por ele devido a efeitos colaterais gastrointestinais (diarreia limitante) ocorridos com doses maiores. Apesar da adesão, o paciente continuou apresentando três a quatro crises mensais de dor abdominal intensa associada a febre e, laboratorialmente, apresenta elevação persistente do amiloide sérico A (SAA) no período intercrises. O médico assistente conclui tratar-se de um caso de FMF refratária à colchicina. Diante desse cenário, qual é a classe de medicamentos mais indicada para o controle da doença e prevenção do dano orgânico em longo prazo neste paciente?

A

A) Inibidores do Fator de Necrose Tumoral alfa (TNF-alfa), como o etanercepte, por atuarem diretamente na cascata autoimune subjacente à FMF.

B

B) Glicocorticoides sistêmicos em uso contínuo, a fim de suprimir a resposta inflamatória crônica responsável pela progressão para insuficiência renal.

C

C) Inibidores da Interleucina-1 (IL-1), como o canaquinumabe ou anacinra, por bloquearem a citocina central envolvida na hiperativação do inflamassoma na FMF.

D

D) Inibidores da Janus Quinase (JAK), como o tofacitinibe, devido à sua excelente penetração nos fluidos serosos, suprimindo as crises de serosite.

E

E) Aumento da dose da própria colchicina para 4 a 5 mg diários, independentemente da intolerância, pois é a única droga capaz de evitar a amiloidose AL.

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