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Um paciente do sexo masculino, 35 anos, recém-diagnosticado com infecção pelo HIV e sem uso prévio de terapia antirretroviral (TARV), é admitido na unidade de emergência com quadro de cefaleia intensa, febre, náuseas e alteração leve do nível de consciência de evolução há duas semanas. A punção lombar revela uma pressão de abertura elevada (35 cmH2O) e a pesquisa pelo método de tinta da China (nanquim) no líquido cefalorraquidiano é positiva para leveduras encapsuladas compatíveis com 'Cryptococcus neoformans'. O exame de sangue demonstra contagem de linfócitos T CD4+ de 28 cels/mm3. A equipe médica inicia imediatamente o tratamento de indução com Anfotericina B lipossomal associada à Flucitosina. Com base nas diretrizes atuais de manejo clínico do HIV, qual é a conduta temporal mais apropriada em relação ao início da TARV para este paciente?

A

Iniciar a TARV simultaneamente ao tratamento antifúngico para garantir a rápida recuperação imunológica e clareamento liquórico.

B

Iniciar a TARV nas primeiras 2 semanas do diagnóstico, devido ao quadro de imunossupressão grave (CD4+ menor que 50 cels/mm3).

C

Aguardar de 4 a 6 semanas após o início da terapia antifúngica para a introdução da TARV, a fim de reduzir o risco de complicações neurológicas severas.

D

Iniciar a TARV apenas após a conclusão completa das fases de indução e consolidação do tratamento da meningite, que ocorre em média após 3 meses.

E

Postergar a TARV até que a celularidade do líquido cefalorraquidiano seja normalizada e a cultura para fungos seja negativa em três amostras consecutivas.

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