Pratique questões de medicina
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Um paciente de 76 anos com histórico de fibrilação atrial e hipertensão realiza um ECG ambulatorial que, à primeira vista, demonstra inversões de onda T em V4–V6 e ritmo irregular sem ondas P visíveis. Um residente sugere isquemia lateral subepicárdica, mas o cardiologista nota que o traçado foi registrado com velocidade de 50 mm/s e amplitude de 20 mm/mV. Após repetir o exame com a configuração padrão (25 mm/s, 10 mm/mV), as ondas T aparecem com morfologia normal e o ritmo é confirmado como fibrilação atrial estável.
Com base na sistematização da leitura eletrocardiográfica e nos efeitos da calibração técnica, qual das condutas abaixo é mais adequada para evitar interpretações errôneas nesse tipo de caso?
A presença de alterações no segmento ST e na onda T deve ser priorizada, já que o risco de isquemia é aumentado em pacientes com fibrilação atrial.
O ritmo e a frequência cardíaca são suficientes para definir estabilidade clínica, mesmo que a configuração técnica esteja alterada.
A leitura deve começar pelos achados de repolarização, pois são mais sensíveis para detectar alterações agudas em pacientes com doenças crônicas.
Quando há dúvida diagnóstica, o ECG pode ser interpretado desde que se corrijam os valores estimados de tempo e amplitude manualmente.
A análise deve seguir uma sequência estruturada, começando pela calibração técnica, para garantir que alterações morfológicas não sejam artefatos.