Pratique questões de medicina
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Um paciente de 74 anos, com histórico de DPOC grave e insuficiência cardíaca congestiva, esteve sob ventilação mecânica invasiva por 10 dias devido a pneumonia associada à ventilação. Após melhora clínica, foi submetido ao Teste de Respiração Espontânea (TRE) com sucesso e extubado. Duas horas após a extubação, ele apresenta aumento progressivo da frequência respiratória (FR = 30 rpm), uso de musculatura acessória e hipoxemia moderada (SpO₂ = 89% em oxigênio suplementar).
Com base nas evidências sobre ventilação não invasiva (VNI) no pós-extubação, qual das seguintes condutas é mais adequada para reduzir o risco de falência respiratória e necessidade de reintubação nesse paciente?
Indicar intubação orotraqueal imediata, uma vez que a hipoxemia pós-extubação é um critério absoluto para reintubação em pacientes de alto risco.
Evitar o uso de VNI, pois pacientes previamente ventilados por pneumonia apresentam alta taxa de reintubação independentemente da estratégia adotada.
Instituir VNI precocemente, pois pacientes com DPOC e insuficiência cardíaca congestiva são populações de alto risco para falência respiratória pós-extubação, e a VNI pode reduzir a necessidade de reintubação.
Instituir ventilação com pressão de suporte invasiva para prevenir fadiga respiratória, pois a VNI não apresenta benefícios documentados nesses pacientes.
Manter oxigenoterapia convencional por cateter nasal e monitorizar clinicamente, pois a VNI no pós-extubação é indicada apenas em pacientes com falência respiratória estabelecida.