Pratique questões de medicina
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Um paciente de 66 anos, sexo masculino, com diagnóstico de doença de Parkinson há mais de oito anos, comparece ao ambulatório de neurologia com queixas de piora significativa dos sintomas motores, principalmente rigidez e bradicinesia, no final da tarde, mesmo mantendo uso regular da combinação levodopa/carbidopa. A esposa relata que ele vem apresentando episódios de confusão mental e que, há dois meses, iniciou um quadro de icterícia progressiva e fadiga intensa. Exames laboratoriais recentes revelaram elevações significativas de AST, ALT e bilirrubinas totais. Diante do quadro clínico, o neurologista considera modificar o esquema terapêutico antiparkinsoniano.
Considerando as opções farmacológicas disponíveis, qual conduta farmacológica é a mais apropriada e segura neste momento, com base nos mecanismos de ação e contraindicações dos inibidores da catecol-O-metiltransferase (COMT)?
Optar pela entacapona como adjuvante da levodopa, visto que atua predominantemente na periferia e não está associada à hepatotoxicidade significativa.
Suspender imediatamente todos os antiparkinsonianos e iniciar tratamento com agonistas dopaminérgicos não ergotamínicos como primeira linha, independentemente do estágio clínico da doença.
Manter a levodopa/carbidopa isoladamente e introduzir anticolinérgicos para melhorar os sintomas motores e cognitivos do paciente.
Introduzir a combinação de selegilina e tolcapona para efeito sinérgico, desde que associada a monitoramento psiquiátrico e suplementação antioxidante.
Introduzir tolcapona para prolongar a ação da levodopa, mesmo diante da elevação de enzimas hepáticas, desde que o paciente esteja sob monitoramento laboratorial mensal.