Pratique questões de medicina
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Um paciente de 42 anos é internado na UTI após politraumatismo grave, com múltiplas fraturas, instabilidade hemodinâmica e necessidade de transfusão maciça (12 concentrados de hemácias em menos de 24 horas). Nas últimas horas, passou a apresentar sangramento difuso por punções venosas, sangramento gengival e hipotermia progressiva. Exames laboratoriais revelam: fibrinogênio plasmático < 100 mg/dL, plaquetas em 68.000/mm³, TP e TTPA prolongados e níveis baixos de fatores II, V e VIII.
Considerando os achados laboratoriais e o contexto clínico, qual a melhor conduta farmacológica para reverter o quadro de coagulopatia dilucional neste momento?
Iniciar crioprecipitado para reposição de fibrinogênio e, se necessário, associar complexo protrombínico para fatores vitamina K-dependentes.
Transfundir plasma fresco congelado e concentrado de plaquetas, sem necessidade de outros hemoderivados, pois a fibrinólise já está controlada.
Administrar heparina de baixo peso molecular para prevenir trombose venosa profunda, visto que há ativação sistêmica da coagulação.
Introduzir ácido tranexâmico, pois seu efeito antifibrinolítico é suficiente para reverter as alterações de coagulação na maioria dos traumas graves.
Administrar vitamina K e monitorar os níveis de protrombina, pois a deficiência de vitamina K é a principal causa da coagulopatia.