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SANARFLIX - 2025
Um médico residente em Clínica Médica acompanha um paciente com quadro de dor articular crônica e diagnóstico de osteoartrite em tratamento conservador. O paciente relata que, além de analgésicos convencionais, tem feito uso de um produto fitoterápico contendo Harpagophytum procumbens (garra-do-diabo), adquirido por recomendação de um familiar. No entanto, apresenta episódios recentes de desconforto gástrico, sensação de plenitude e refluxo. Diante da suspeita de efeitos adversos, o residente revisa os mecanismos de ação e precauções dos fitoterápicos utilizados em condições inflamatórias e musculoesqueléticas.
Considerando a farmacologia clínica da Harpagophytum procumbens, qual das alternativas abaixo representa a abordagem mais adequada quanto à sua utilização e perfil de segurança?
Seu uso é contraindicado em pacientes hipertensos devido ao risco de exacerbação do tônus simpático, com potencial para taquiarritmias.
A garra-do-diabo apresenta ação agonista nos receptores opioides kappa, o que justifica seu uso como analgésico em dores crônicas articulares.
Seus efeitos colaterais estão primariamente relacionados à toxicidade hepática direta, com elevação significativa de transaminases.
A planta possui flavonoides que atuam como inibidores seletivos da COX-2, sendo isenta de reações gastrointestinais adversas.
Apesar do uso tradicional em doenças osteoarticulares, a garra-do-diabo pode causar efeitos gastrintestinais adversos como dispepsia e refluxo, sendo necessário cautela em pacientes com histórico de distúrbios digestivos.