Pratique questões de medicina
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Um lactente de 6 meses é encaminhado ao serviço de imunologia após apresentar episódios recorrentes de pneumonia, otite média e diarreia crônica desde os dois meses de idade. Ao exame físico, nota-se ausência de linfonodos palpáveis e timo não visualizado em radiografia de tórax. Exames laboratoriais revelam linfopenia grave, com linfócitos T e B drasticamente reduzidos, além de níveis muito baixos de imunoglobulinas séricas. A história familiar revela que um primo de primeiro grau morreu de infecção respiratória grave antes de completar um ano de vida. Com base na suspeita clínica, foi solicitada dosagem da enzima adenosina desaminase (ADA), a qual apresentou atividade quase indetectável.
Considerando os dados clínicos e laboratoriais, qual é o mecanismo fisiopatológico mais provável da imunodeficiência apresentada e uma estratégia terapêutica compatível?
A mutação em ADA impede a ativação do sistema complemento, favorecendo infecções oportunistas; a profilaxia com anticorpos monoclonais anti-C5 é essencial.
O acúmulo de desoxinucleotídeos ativa mastócitos via receptores FcεRI, promovendo quadro de imunodeficiência secundária à anafilaxia crônica, com indicação de omalizumabe.
A deficiência de ADA leva ao acúmulo de ácido úrico nos tecidos linfáticos, induzindo apoptose precoce de neutrófilos; o tratamento de escolha inclui G-CSF.
A deficiência de ADA resulta no acúmulo intracelular de deoxiadenosina, que é tóxica para linfócitos imaturos, levando à falência imunológica combinada; o tratamento definitivo é o transplante de medula óssea ou terapia gênica.
A ausência da enzima ADA promove proliferação clonal anormal de linfócitos autorreativos, exigindo o uso de imunossupressores como metotrexato em altas doses.