Pratique questões de medicina
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Um homem de 87 anos, com histórico de acidente vascular cerebral (AVC) extenso há 3 anos, é admitido no pronto-socorro por sepse secundária a pneumonia aspirativa. Desde o AVC, ele é acamado, dependente para todas as atividades da vida diária (AVDs), alimentado por sonda nasoenteral e sem comunicação verbal eficaz. Seu escore no Índice de Barthel é 5/100, e a família relata múltiplas internações no último ano devido a infecções respiratórias. Na admissão, o paciente apresenta:
A equipe médica considera a possibilidade de um Trial de UTI para avaliar a resposta ao suporte intensivo. Durante a conversa com os familiares, a filha do paciente insiste que ele "sempre lutou pela vida" e que "a UTI deve ser tentada ao máximo". Diante desse cenário, qual das condutas a seguir é mais apropriada e fundamentada nos princípios da bioética e nas evidências sobre impacto do estado funcional na decisão pelo Trial de UTI?
Iniciar um Trial de UTI limitado a 48 horas, com metas clínicas bem definidas, considerando que a pneumonia pode ser reversível e que a idade por si só não contraindica o suporte intensivo.
Transferir o paciente para a UTI sem limitação de tempo, pois pacientes em estado crônico podem apresentar recuperação funcional se forem manejados com medidas intensivas adequadas.
Iniciar ventilação não invasiva e manter o paciente na enfermaria para observar sua resposta antes de decidir pela internação em UTI, pois ele pode recuperar a função respiratória sem necessidade de suporte avançado.
Internar o paciente na UTI com ventilação mecânica invasiva, pois a idade isoladamente não deve ser critério para negar suporte intensivo, e a família tem o direito de exigir todas as medidas disponíveis.
Não indicar o Trial de UTI e focar nos cuidados paliativos, pois a combinação de estado funcional gravemente comprometido, dependência total e recorrência de hospitalizações sugere um prognóstico desfavorável.