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Um homem de 68 anos, portador de DPOC moderada e hiperplasia prostática benigna (HPB), é admitido no pronto-socorro por piora súbita da dispneia, associada a chiado difuso e sensação de aperto torácico. Ao exame físico, apresenta frequência cardíaca de 96 bpm, pressão arterial de 140/85 mmHg, pupilas discretamente dilatadas e murmúrio vesicular globalmente reduzido, com sibilos expiratórios difusos. O médico prescreve um broncodilatador inalatório que promove melhora significativa do quadro respiratório, sem repercussão clínica relevante sobre a frequência cardíaca ou pressão arterial. Durante a revisão da prescrição habitual, observa-se que o paciente também faz uso crônico de um fármaco para alívio dos sintomas urinários da HPB, com redução do jato urinário e da noctúria.
Considerando os mecanismos farmacológicos envolvidos, qual alternativa descreve corretamente as diferenças entre os antagonistas utilizados no manejo da DPOC e da hiperplasia prostática benigna nesse paciente?
O broncodilatador inalatório atua como antagonista muscarínico, bloqueando receptores M₃ no músculo liso brônquico, enquanto o fármaco para HPB é um antagonista α₁-adrenérgico, promovendo relaxamento da musculatura lisa prostática e do colo vesical.
O broncodilatador inalatório bloqueia receptores β₂-adrenérgicos, reduzindo a liberação de acetilcolina, enquanto o fármaco para HPB atua como antagonista muscarínico com efeito predominante sobre o detrusor vesical.
Ambos os fármacos atuam como antagonistas muscarínicos, sendo a seletividade tecidual responsável pela diferença de efeitos clínicos observados.
O broncodilatador inalatório é um antagonista α₁-adrenérgico seletivo, enquanto o fármaco para HPB bloqueia receptores muscarínicos M₃, reduzindo o tônus parassimpático urinário.
O broncodilatador inalatório atua como antagonista nicotínico ganglionar, e o fármaco para HPB bloqueia receptores β₁-adrenérgicos, reduzindo a contratilidade do músculo liso prostático.