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Um homem de 67 anos, hipertenso e diabético, comparece ao ambulatório queixando-se de fadiga progressiva, dispneia aos esforços e episódios de ortopneia há seis meses. Ele não relata dor torácica nem palpitações. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 110x75 mmHg, frequência cardíaca de 60 bpm, estertores crepitantes em bases pulmonares e edema discreto em membros inferiores.
Foi solicitado um eletrocardiograma (ECG), que evidenciou desvio do eixo elétrico para a esquerda (-55°), padrão rS em D2, D3 e aVF, duração do QRS de 112 ms, ausência de onda Q patológica e sem bloqueio de ramo completo.
O ecocardiograma revelou fração de ejeção do ventrículo esquerdo reduzida (35%) e dilatação ventricular importante, sem valvopatia significativa.
Diante desse quadro, qual é a interpretação mais adequada sobre a presença de Bloqueio Divisional Ântero-Superior (BDAS) nesse paciente?

fonte: https://www.researchgate.net/figure/ECG-from-a-patient-with-idiopathic-dilated-cardiomyopathy-Note-the-resting-sinus_fig8_234099418
O BDAS em pacientes com miocardiopatia dilatada pode indicar envolvimento do sistema de condução de His-Purkinje, contribuindo para dissincronia e piora da função ventricular.
O BDAS sugere doença arterial coronariana e infarto prévio, sendo um marcador específico de isquemia miocárdica crônica.
O BDAS é um critério diagnóstico de miocardiopatia restritiva e geralmente indica acometimento do pericárdio.
A presença de BDAS nesse contexto indica necessidade imediata de terapia de ressincronização cardíaca (TRC), independentemente dos achados clínicos.
O BDAS isolado, mesmo na presença de disfunção ventricular esquerda, não tem implicações clínicas significativas, sendo considerado um achado benigno.