Pratique questões de medicina
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Um homem de 63 anos, transplantado renal há 4 meses, comparece ao pronto-socorro com quadro de febre, tosse, desconforto abdominal, diarreia aquosa e hipoxemia progressiva. Está em uso contínuo de prednisona e tacrolimo. A tomografia de tórax revela infiltrado pulmonar difuso. A pesquisa de larvas nas fezes e no lavado broncoalveolar revela presença de Strongyloides stercoralis. A equipe médica decide iniciar terapia anti-helmíntica de urgência.
Com base na farmacologia da ivermectina e nas particularidades clínicas da estrongiloidíase em imunossuprimidos, qual das alternativas a seguir está correta?
O uso da ivermectina está contraindicado em pacientes imunossuprimidos devido ao risco aumentado de toxicidade neurológica, sendo preferível o uso de benzimidazólicos como o mebendazol.
A estrongiloidíase em imunossuprimidos geralmente se manifesta de forma leve e autolimitada, sendo o tratamento profilático com ivermectina reservado apenas a pacientes com eosinofilia persistente.
O mecanismo de ação da ivermectina baseia-se na inibição da síntese proteica larval, bloqueando a replicação celular nas criptas intestinais do verme.
O tratamento deve ser feito com uma única dose oral de ivermectina (200 mcg/kg), que é suficiente para eliminar as larvas em circulação e prevenir complicações.
A ivermectina deve ser administrada em doses repetidas diárias (200 mcg/kg/dia) por pelo menos 2 dias, podendo ser estendida até a negativação parasitológica, e deve ser associada a antibióticos contra gram-negativos entéricos.