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Um homem de 63 anos, diabético tipo 2 há 8 anos, comparece à consulta de retorno com queixa de cansaço progressivo, poliúria e perda ponderal de 4 kg nos últimos três meses. Ele faz uso regular de metformina 850 mg 3x/dia desde o diagnóstico. Ao exame, apresenta IMC de 31 kg/m², PA de 132/84 mmHg e frequência cardíaca de 76 bpm. Os exames laboratoriais revelam:
O médico decide otimizar o tratamento, considerando os efeitos metabólicos e cardiovasculares dos antidiabéticos orais. Após discutir opções, opta-se por adicionar um segundo fármaco à metformina.
Qual das opções abaixo representa a melhor escolha terapêutica complementar nesse caso, considerando a condição renal do paciente, o controle glicêmico insatisfatório, o excesso de peso e os efeitos pleiotrópicos desejáveis?
Glibenclamida, por seu potente efeito redutor da HbA1c e ação direta nas células beta pancreáticas, ideal em quadros com perda de peso.
Pioglitazona, por promover perda ponderal, melhorar o perfil lipídico e não interferir na função renal.
Empagliflozina, por promover perda de peso, benefícios cardiovasculares e segurança renal em pacientes com TFG ≥ 45 mL/min/1,73m².
Sitagliptina, pela potente inibição da DPP-4, com discreta perda ponderal e redução significativa da HbA1c, indicada como segunda linha em qualquer fase da doença.
Exenatida, pois reduz a glicemia pós-prandial e é preferida em pacientes com insuficiência renal leve devido à via de excreção não renal.