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Um homem de 63 anos, diabético tipo 2 há 8 anos, comparece à consulta de retorno com queixa de cansaço progressivo, poliúria e perda ponderal de 4 kg nos últimos três meses. Ele faz uso regular de metformina 850 mg 3x/dia desde o diagnóstico. Ao exame, apresenta IMC de 31 kg/m², PA de 132/84 mmHg e frequência cardíaca de 76 bpm. Os exames laboratoriais revelam:

  • HbA1c: 8,5%
  • Glicemia de jejum: 176 mg/dL
  • TFG estimada (CKD-EPI): 58 mL/min/1,73m²
  • Perfil lipídico: HDL 41 mg/dL, LDL 102 mg/dL, triglicerídeos 170 mg/dL

O médico decide otimizar o tratamento, considerando os efeitos metabólicos e cardiovasculares dos antidiabéticos orais. Após discutir opções, opta-se por adicionar um segundo fármaco à metformina.

Qual das opções abaixo representa a melhor escolha terapêutica complementar nesse caso, considerando a condição renal do paciente, o controle glicêmico insatisfatório, o excesso de peso e os efeitos pleiotrópicos desejáveis?

A

Glibenclamida, por seu potente efeito redutor da HbA1c e ação direta nas células beta pancreáticas, ideal em quadros com perda de peso.

B

Pioglitazona, por promover perda ponderal, melhorar o perfil lipídico e não interferir na função renal.

 

C

Empagliflozina, por promover perda de peso, benefícios cardiovasculares e segurança renal em pacientes com TFG ≥ 45 mL/min/1,73m².

D

Sitagliptina, pela potente inibição da DPP-4, com discreta perda ponderal e redução significativa da HbA1c, indicada como segunda linha em qualquer fase da doença.

E

Exenatida, pois reduz a glicemia pós-prandial e é preferida em pacientes com insuficiência renal leve devido à via de excreção não renal.

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