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Um homem de 62 anos, com histórico de hipertensão arterial controlada e diabetes tipo 2, apresenta fadiga persistente, baixa libido e redução de massa muscular há mais de 6 meses. Durante a anamnese, o paciente também refere episódios de alteração do humor, com sentimentos de desânimo. O exame físico revela redução de pelos corporais e diminuição do volume testicular. Os exames laboratoriais mostram testosterona total abaixo de 200 ng/dL e LH elevado.
Diante do quadro, o endocrinologista confirma o diagnóstico de hipogonadismo primário e decide iniciar terapia de reposição androgênica. Durante a explicação do tratamento, o paciente menciona preocupações sobre a segurança cardiovascular e riscos relacionados ao câncer de próstata, já que tem histórico familiar de câncer prostático (irmão diagnosticado aos 68 anos). Além disso, ele questiona sobre as diferentes vias de administração da testosterona e os possíveis efeitos colaterais.
Considerando o caso clínico e os principais aspectos farmacológicos dos andrógenos, assinale a alternativa correta:

A

A terapia com testosterona está contraindicada em pacientes com histórico familiar de câncer de próstata, independentemente de exames de rastreio atuais.

B

As formulações transdérmicas de testosterona têm menor risco de hepatotoxicidade em comparação à via oral, mas podem causar dermatite de contato.

C

O uso de testosterona intramuscular resulta em níveis estáveis e contínuos, sem variações relevantes entre aplicações.

D

A reposição de testosterona não deve ser feita em pacientes com hipogonadismo primário, apenas secundário.

E

A testosterona oral tem baixa biodisponibilidade e não apresenta risco de hepatotoxicidade em longo prazo.

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