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UEPA - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ - 2013
Um homem de 56 anos de idade com DPOC conhecida, resultante de tabagismo, procura o pronto-socorro com dor torácica grave. Ele é internado na unidade de terapia coronariana para observação. Seus sintomas melhoram com o tratamento com nitratos. É solicitado a você que atenda o paciente porque o cardiologista responsável deseja iniciar o tratamento com um betabloqueador antes que o paciente deixe o hospital, e está preocupado com os possíveis efeitos na função pulmonar. Os registros obtidos com seu clínico indicam que o paciente havia sido atendido anteriormente por um pneumologista. A espirometria na ocasião demonstrou VEF1 de 1,91 (58% do valor normal previsto) e capacidade vital de 3,41 (72% do valor previsto), sem melhora após 4 aplicações de albuterol inalado. O VEF1 medido durante a internação atual é 1,81. Qual seria o melhor conselho a dar ao cardiologista?
Não iniciar o tratamento com betabloqueador, por causa dos riscos de broncoconstrição.
Iniciar o tratamento com o betabloqueador mais cardiosseletivo possível.
Iniciar o tratamento com qualquer betabloqueador, visto que não há risco de broncoconstrição em um paciente com DPOC.
Aguardar até que se realize uma provocação com inalação de metacolina, para determinar se o paciente tem asma.
Aguardar até que um tratamento com corticosteroide oral tenha sido completado, para determinar se o paciente apresenta obstrução reversível das vias aéreas, antes de iniciar o tratamento com um betabloqueador.