Dica do autor: A Escala de Fisher é uma classificação radiológica utilizada para avaliar a gravidade das hemorragias subaracnoides com base na quantidade e na distribuição do sangue visível na tomografia de crânio. Esse conhecimento é importante para o manejo clínico, pois está associado ao risco de vasoespasmo, uma complicação frequente. É relevante entender a anatomia das meninges e a circulação no espaço subaracnoide, para utilizar de forma correta a Escala de Fisher, que vai auxiliar a prever o prognóstico e a planejar a monitorização intensiva em casos de hemorragias mais graves. Análise das alternativas: Alternativa A: INCORRETA. O Grau 1 da Escala de Fisher é caracterizado pela ausência de sangue detectável na TC, o que não corresponde ao achado deste caso, que apresenta uma hemorragia subaracnoide visível. Esta alternativa não representa a gravidade observada e, portanto, é inadequada. Alternativa B: INCORRETA. O Grau 2 descreve o sangue subaracnoide difuso com espessura inferior a 1 mm. Embora o sangue esteja presente, o caso descrito indica uma distribuição de maior espessura e extensão, o que sugere uma gravidade superior, inadequada para a classificação Grau 2. Alternativa C: CORRETA. O Grau 3 da Escala de Fisher é definido pela presença de sangue subaracnoide difuso com espessura superior a 1 mm. A descrição da hemorragia difusa nas cisternas basais e a apresentação clínica grave do paciente são consistentes com essa classificação, que indica um maior risco de complicações e um prognóstico mais cauteloso. Alternativa D: INCORRETA. O Grau 4 da Escala de Fisher inclui a presença de sangue subaracnoide difuso com hemorragia intraparenquimatosa ou intraventricular. Embora o paciente apresente uma hemorragia subaracnoide extensa, o enunciado não descreve envolvimento intraparenquimatoso ou intraventricular, tornando esta classificação incorreta. Alternativa E: INCORRETA. A presença de sangue em forma de lente na região epidural não faz parte da Escala de Fisher, sendo mais comumente observada em hematomas epidurais, associados a traumas com fraturas cranianas. Essa alternativa não se aplica à classificação de hemorragias subaracnoides. Referências: Brant, William E., e Clyde A. Helms. Fundamentos de Radiologia: Diagnóstico por Imagem. 2015. Osborn, Anne G. Introduction to Brain Imaging: A Diagnostic Imaging Primer. Elsevier, 2012. Resposta correta: Alternativa C.
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Um homem de 55 anos é internado no hospital após um episódio de forte cefaleia súbita, descrita como a “pior dor de cabeça da vida”. Durante a avaliação, ele apresenta rigidez de nuca e leve confusão mental. Uma tomografia computadorizada (TC) de crânio é realizada e revela uma hemorragia subaracnoide difusa, com sangue visível nas cisternas basais. Com base na Escala de Fisher, qual seria a classificação mais provável para este paciente?
A
Grau 5
B
Grau 3
C
Grau 4
D
Grau 1
E
Grau 2
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