Pratique questões de medicina
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Um homem de 53 anos, agricultor, retorna ao ambulatório após tratamento recente com mebendazol 100 mg duas vezes ao dia por 3 dias, instituído empiricamente para sintomas inespecíficos gastrointestinais. Ele relata persistência de fadiga, dor abdominal difusa, diarreia leve e aumento da sensação de fraqueza. Há 4 semanas, havia se queixado de dor epigástrica pós-prandial, flatulência e prurido em membros inferiores. No retorno, apresenta palidez cutaneomucosa discreta e glossite. O hemograma revela anemia microcítica hipocrômica com ferritina reduzida, e o parasitológico de fezes por método de concentração ainda mostra ovos com casca fina e morfologia ovalada compatível com nematoides da família Ancylostomidae.
Considerando a falha terapêutica inicial e os achados atuais, qual das estratégias abaixo é mais adequada para abordagem desse paciente?
Repetir o tratamento com mebendazol, desta vez por 5 dias consecutivos, em associação a corticosteroides para reduzir a resposta inflamatória intestinal.
Optar por albendazol em dose estendida de 400 mg/dia por 3 dias, aliado à reposição de ferro, visando o controle da hematofagia parasitária e correção da anemia.
Instituir tratamento com nitazoxanida por 5 dias e solicitar coprocultura para distinguir entre Ancylostoma duodenale e Necator americanus, ajustando após confirmação.
Introduzir esquema com ivermectina e tiabendazol, cobrindo formas larvais migratórias e suspeita de coinfecção zoonótica por Ancylostoma braziliense.
Iniciar metronidazol por 7 dias devido à possível coinfecção intestinal bacteriana, mantendo vigilância clínica até remissão dos sintomas e nova avaliação laboratorial.