Pratique questões de medicina
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Um homem de 45 anos, previamente saudável, sofreu um acidente automobilístico há 6 meses, resultando em uma lesão medular torácica parcial. Desde então, ele relata episódios recorrentes de rigidez muscular intensa nos membros inferiores, acompanhada de espasmos involuntários frequentes que o impedem de dormir adequadamente e prejudicam sua fisioterapia de reabilitação. Durante a consulta, ele apresenta clônus espontâneo e reflexos profundos exacerbados. O exame de imagem mostra ausência de progressão da lesão neurológica. O neurologista decide iniciar uma abordagem farmacológica para melhorar a funcionalidade e qualidade de vida do paciente.
Com base nesse cenário clínico, qual a medida mais apropriada para esse paciente?
O paciente apresenta sintomas compatíveis com dor neuropática central refratária, sendo indicada a administração de analgésicos opioides como primeira escolha.
Os espasmos musculares são transitórios e autolimitados, não havendo indicação medicamentosa, apenas medidas físicas como massagens e crioterapia.
A presença de espasticidade decorrente da lesão do neurônio motor superior justifica o uso de relaxantes musculares de ação central para reduzir a excitabilidade neuronal.
A ausência de déficit motor progressivo contraindica o uso de qualquer medicação com ação central, evitando efeitos sedativos e o risco de dependência.
Como o paciente mantém preservada a sensibilidade distal, o quadro não se classifica como espasticidade, devendo ser tratado exclusivamente com bloqueadores neuromusculares periféricos.