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SANARFLIX - 2025
Um homem de 41 anos apresenta-se ao ambulatório com queixas de hesitação urinária, jato fraco e sensação frequente de esvaziamento incompleto da bexiga. Há episódios noturnos de incontinência por transbordamento. Ao exame físico, a bexiga é palpável acima da sínfise púbica. A ultrassonografia mostra volume vesical residual aumentado, e não há evidência de obstrução uretral ou hiperplasia prostática. A avaliação urodinâmica revela contratilidade extremamente reduzida do músculo detrusor, mesmo com bexiga progressivamente distendida. Durante o teste farmacológico, a administração de betanecol (agonista colinérgico) e mirabegrona (agonista β3) não resultou em melhora significativa da pressão vesical.
Com base nesse quadro clínico e fisiológico, qual é o mecanismo mais provável envolvido?
Perda de aferência sensorial vesical, impedindo a ativação reflexa do centro sacral da micção.
Hiperatividade alfa-adrenérgica na junção vesicouretral, elevando a resistência esfinctérica.
Insensibilidade do detrusor aos estímulos parassimpáticos e simpáticos, devido a disfunção de receptores M3 e β3.
Inibição do centro pontino da micção, levando à contração descoordenada entre detrusor e esfíncter externo.
Lesão sacral bilateral com interrupção das vias parassimpáticas e ativação descontrolada do arco espinal.