Dica do autor: A diferenciação entre nódulos tireoidianos benignos e malignos é essencial para definir condutas apropriadas. Vários achados clínicos e exames complementares auxiliam nessa distinção. Os nódulos benignos geralmente apresentam características como mobilidade à palpação, crescimento lento, consistência macia ou elástica, ausência de sintomas compressivos ou invasivos e comportamento funcional típico (como ser hiperfuncionante na cintilografia). Um sinal clássico de benignidade, porém pouco lembrado, é a presença de sopro ou som audível sobre o nódulo — o que sugere hipervascularização associada a nódulo hiperfuncionante (quente), geralmente benigno. Esses nódulos produzem excesso de hormônios tireoidianos, suprimem o TSH e são raramente malignos.
Alternativa A: CORRETA. A presença de som audível sobre um nódulo tireoidiano ao exame com estetoscópio sugere hipervascularização, típica de nódulos hiperfuncionantes (nódulos quentes), que são, em sua maioria, benignos. Embora essa técnica não seja amplamente usada atualmente, é um dado clínico clássico.
Alternativa B: INCORRETA. Crescimento rápido do nódulo é um sinal de alerta para malignidade, especialmente se associado a consistência endurecida, dor, rouquidão ou linfadenopatia.
Alternativa C: INCORRETA. Nódulo frio na cintilografia significa que o nódulo não capta iodo radioativo, o que o torna suspeito para malignidade. Embora muitos nódulos frios sejam benignos, a maioria dos cânceres da tireoide também se manifesta dessa forma.
Alternativa D: INCORRETA. História de radiação no pescoço, especialmente na infância ou adolescência, é um dos fatores de risco mais importantes para câncer de tireoide, aumentando muito a chance de malignidade em um nódulo.
Alternativa E: INCORRETA. Nódulos duros e fixos ao exame físico são altamente suspeitos de serem malignos, pois sugerem invasão tecidual ou aderência a estruturas adjacentes.
Resposta Correta: Alternativa A
Referências:
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Haugen, B. R., et al. (2016). 2015 American Thyroid Association Management Guidelines for Adult Patients with Thyroid Nodules and Differentiated Thyroid Cancer. Thyroid, 26(1): 1–133.
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Brunicardi, F. C., et al. (2021). Schwartz – Princípios de Cirurgia. 12ª ed. McGraw-Hill.
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Cooper, D. S. et al. (2009). Thyroid Nodule Management. New England Journal of Medicine, 361(6): 580–587.