DISCORDÂNCIA COM GABARITO DA BANCA
Dica do professor: A HAS é uma doença crônica muito prevalente e de altíssimo impacto em saúde pública. O diagnóstico não deve ser feito com base apenas em medidas isoladas no consultório, e sim confirmado por medidas fora do consultório (MAPA ou MRPA), sempre que possível. Além disso, fatores de risco precisam ser identificados precocemente, inclusive em populações específicas, como mulheres com histórico obstétrico de risco.
I. Incorreta. O rastreamento da pressão arterial deve ser feito com frequência maior do que anual, especialmente em adultos com PA ≥ 120/80 mmHg, que devem ser reavaliados a cada ano. A medição a cada 2 anos pode ser considerada apenas em pessoas com pressão arterial ótima (<120/80 mmHg), sem fatores de risco. Portanto, a orientação de "medição anual se < 140/90 mmHg" não segue as recomendações atuais, no entanto, a banca considerou como correta.II. Correta. O diagnóstico da hipertensão arterial sistêmica deve, sempre que possível, ser confirmado com métodos de aferição fora do consultório, como a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) ou a Medida Residencial da Pressão Arterial (MRPA). Esses métodos ajudam a identificar hipertensão do avental branco e hipertensão mascarada, além de reduzir erros diagnósticos.
III. Correta. Mulheres com história prévia de pré-eclâmpsia têm risco aumentado de desenvolver hipertensão arterial crônica no futuro. Essa condição obstétrica é considerada um fator de risco independente para doenças cardiovasculares a longo prazo, incluindo HAS, insuficiência cardíaca e AVC.