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HUBFS/HUJBB - H.U. BETTINA FERRO DE SOUZA/JOÃO BARROS BARRETO - 2019
“Pessoas com tristeza e sintomas depressivos são muito comuns na APS, mas a forma de apresentação mais frequente é uma mistura de sintomas, como dor crônica vaga, sintomas ansiosos e depressivos. É importante lembrar sempre que o sofrimento é algo inerente à experiência humana. A medicalização das emoções é um fenômeno atual do qual o MFC precisa proteger as pessoas e a si mesmo.” Diante do exposto, é correto afirmar:
Rotular ou aceitar precocemente o rótulo de depressão sem explorar o contexto do sofrimento é um dos erros mais frequentes cometidos durante o manejo da pessoa com sofrimento psíquico, devendo o MFC combater este rótulo.
Cabe ao MFC manter e renovar continuamente prescrições de ansiolíticos e de antidepressivos das pessoas atendidas na APS com transtornos mentais, cabendo ao psiquiatra, o tratamento inicial.
O MFC deverá atender repetidas vezes pessoas com dores crônicas vagas e mal-estar sem estabelecer o contexto próximo e remoto.
O MFC deverá iniciar antidepressivos logo de imediato para estabilizar o quadro para depois entrar no aprofundamento dos sintomas e no contexto de sofrimento, pois a consulta requer tempo.
Por ser um manejo que exige tempo e que requer o uso de medicações psiquiátricas, as pessoas com tristeza e com sintomas depressivos devem ser referenciadas ao CAPS.