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Paciente Sônia, 45 anos, procura a clínica com resultados laboratoriais que confirmam um Hipotireoidismo Primário recém-diagnosticado (TSH: 25 mUI/L; T4 Livre: 0,7 ng/dL). A paciente é assintomática cardiovascularmente, mas seu risco cardiovascular, calculado pelo PREVENT, é de 15% em 10 anos (Risco Intermediário).
Seu perfil lipídico no momento do diagnóstico é:
• Colesterol Total: 280 mg/dL
• LDL-c: 198 mg/dL
• Triglicérides: 160 mg/dL
• HDL-c: 40 mg/dL
A paciente iniciou a reposição hormonal com Levotiroxina (L-T4). De acordo com a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025 e a relação estabelecida entre disfunção tireoidiana e perfil lipídico, qual é a conduta mais apropriada em relação à dislipidemia neste momento?
Iniciar imediatamente Rosuvastatina 20 mg/dia e Ezetimiba para atingir a meta de LDL-c de Risco Intermediário (< 100 mg/dL), pois a demora no tratamento do LDL-c agrava o risco cardiovascular.
Iniciar Colestiramina como terapia de primeira linha não-estatínica, uma vez que o hipotireoidismo é uma contraindicação relativa ao uso de estatinas até a normalização do TSH.
Abster-se de iniciar terapia hipolipemiante por 3 a 6 meses. O tratamento do hipotireoidismo deve ser priorizado, pois o restabelecimento do estado de eutireoidismo frequentemente corrige a dislipidemia, devendo-se reavaliar o perfil lipídico somente após a normalização do TSH.
Iniciar uma estatina de baixa potência (Ex: Pravastatina 10 mg), pois a elevação do LDL-c secundária ao hipotireoidismo é mínima e a paciente precisa de proteção cardiovascular imediata.