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Paciente Cláudio, 61 anos, comparece à consulta de cardiologia para prevenção secundária.

Histórico patológico:

  • Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) há 3 anos, tratado com angioplastia e stent.
  • Há 6 meses, apresentou quadro de claudicação intermitente, sendo diagnosticado com Doença Arterial Periférica (DAP) sintomática (Índice Tornozelo-Braquial < 0,85).
  • Comorbidades: Diabetes Mellitus tipo 2 e Tabagismo ativo.

Atualmente faz uso de Atorvastatina 40 mg, AAS e Enalapril.

Exames atuais: LDL-c: 68 mg/dL; HDL-c: 32 mg/dL; Triglicérides: 180 mg/dL.

Diante da recorrência de manifestações ateroscleróticas e da presença de comorbidades, como a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025 classifica o risco cardiovascular deste paciente e quais são as novas metas lipídicas recomendadas?

A

Risco Muito Alto: A meta de LDL-c deve ser mantida em < 50 mg/dL, pois o paciente já possui doença cardiovascular estabelecida, não havendo evidência de benefício para reduções inferiores a este nível.

B

Risco Extremo: A meta de LDL-c é < 40 mg/dL e a de Não-HDL-c é < 70 mg/dL, devido à combinação de eventos cardiovasculares maiores (multivascular) e condições de alto risco.

C

Risco Muito Alto: A meta de LDL-c é < 55 mg/dL e a de Não-HDL-c < 85 mg/dL, devendo-se associar Ezetimiba para alcançar o alvo, visto que a estatina isolada não foi suficiente.

D

Risco Extremo: A meta de LDL-c é < 30 mg/dL e a de Não-HDL-c < 60 mg/dL, pois pacientes com doença polivascular (coronariana e periférica) exigem a supressão quase total do LDL plasmático.

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