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Paciente Ana, 31 anos, com diagnóstico de Hipercolesterolemia Familiar Heterozigótica (LDL-c basal > 250 mg/dL), está na 10ª semana de gestação. Ela suspendeu o uso de Rosuvastatina assim que descobriu a gravidez. Apesar de seguir rigorosamente a dieta, seus níveis de LDL-c permanecem extremamente elevados (> 300 mg/dL). Diante da necessidade de manter algum tratamento farmacológico para controlar os níveis lipídicos sem expor o feto a riscos teratogênicos, qual é a opção terapêutica considerada mais segura pela Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025?
Sinvastatina: Reintroduzir em dose baixa (20 mg), pois é a estatina mais antiga e com maior volume de dados de segurança, sendo a única liberada formalmente pelo FDA para uso no primeiro trimestre.
Colestiramina: Iniciar resina de troca (sequestrador de ácidos biliares), pois este fármaco não é absorvido pelo trato gastrointestinal, não tendo distribuição sistêmica nem passagem placentária, o que elimina o risco de malformações fetais.
Ezetimiba: Prescrever 10 mg/dia, visto que sua ação é restrita à borda em escova do intestino e estudos recentes comprovaram sua segurança total (Categoria A) durante a organogênese.
Fenofibrato: Utilizar fibratos, pois são eficazes na redução do LDL-c em pacientes com Hipercolesterolemia Familiar e não apresentam os mesmos riscos de teratogenicidade muscular que as estatinas.