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HCPA - HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE - 2014
Nulípara de 33 anos, usuária do dispositivo intrauterino (DIU) de cobre 380A há 7 anos, veio à emergência por dor no baixo-ventre há 1 mês, com piora importante nos últimos dias, náuseas, vômitos, febre e calafrios. Relatou ter feito uso de analgésicos, obtendo alívio apenas temporário. Informou que há 15 dias não mantinha relações sexuais em razão do grande desconforto e de sangramento irregular após o ato sexual. A última menstruação ocorrera há 10 dias. Ao exame, apresentava temperatura axilar de 38.9°C, pressão arterial de 90/50 mmHg, frequência cardíaca de 110 bpm e frequência respiratória de 20 mrm. A palpação do abdômen revelou dor difusa e mais intensa na pelve e dor à descompressão na fossa ilíaca direita. O exame especular mostrou muco turvo no orifício cervical externo e fios de DIU. Ao exame pélvico, havia dor à mobilização do colo e aumento de volume dos anexos. Com base nesse quadro, assinale a assertiva correta.
O diagnóstico é clínico e o tratamento inclui hospitalização e antibioticoterapia intravenosa, devendo ser instituído o mais breve possível.
O diagnóstico está estabelecido, sendo obrigatória a retirada do DIU para iniciar antibioticoterapia oral.
O diagnóstico definitivo somente poderá ser firmado após a realização de videolaparoscopia, mandatória para o início de antibioticoterapia.
Para o diagnóstico, serão necessários pesquisa de Chlamydia trachomatis e exame de Gram e culturais da secreção cervical para Mycoplasma hominis, Ureaplasma sp. e Neisseria gonorrhoeae.
O tratamento é ambulatorial inicialmente, pois não há critérios para internação, devendo o DIU ser removido se não houver melhora em 24-48 horas após o início de antibioticoterapia.