Vamos julgar as assertivas: I. INCORRETA. Para o diagnóstico de SOP são necessários pelo menos DOIS dos seguintes critérios: (critérios de Rotterdam 2003) (1) oligo-ovulação ou anovulação; (2) hiperandrogenismo clínico ou bioquímico; (3) ovários policísticos identificados ao exame ultrassonográfico. II. CORRETA. Na SOP há um aumento na freqüência dos pulsos do hormônio luteinizante (LH), e essa hipersecreção de LH resulta em hiperplasia do estroma ovariano e células da teca com produção aumentada de testosterona e androstenediona. A hiperandrogenemia na SOP está relacionada ainda a alterações periféricas na sensibilidade, na disponibilidade e no clearence dos androgênios, com alterações em enzimas como a aromatase. Assim, esses esteróides em excesso são convertidos no tecido periférico em estrogênio por ação da aromatase. III. CORRETA. O aumento dos androgênios na SOP, em especial a testosterona, leva a diminuição da síntese da Globina Carreadora de Hormônios Sexuais (SHBG) no fígado, o que aumenta a fração livre da testosterona, responsável por efeitos colaterais como o hisurtismo. Tal efeito colateral surge através da conversão periférica da testosterona em di-hidrotestosterona (mais potente) sob ação da enzima 5- alfa redutase, levando a formação de pêlos grossos e pigmentados em regiões onde não deveriam existir na mulher. PORTANTO, RESPOSTA ALTERNATIVA B.
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Na síndrome dos ovários policísticos, podemos afirmar: I – A visualização de microcistos ovarianos múltiplo ao Ultrassom (USG) é suficiente para estabelecer o diagnóstico. II – O aumento de androgênios leva ao aumento de estradiol por ação da aromatase. III – Androgênios aumentados, além da diminuição de SHBG, elevam a testosterona livre e o hirsutismo. Estão CORRETAS apenas:
A
I e II.
B
II e III.
C
I e III.
D
III.
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