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SUS - SP - SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS - SÃO PAULO - 2011
Mulher de 22 anos, solteira, previamente saudável, dá entrada em atendimento de urgência com queixa de dor em baixo ventre há cerca de uma semana. Nega alterações urinárias ou gastrointestinais. Está no 8º dia do ciclo menstrual e a última menstruação normal se encerrou há cerca de 4 dias. Questionada, referiu parceiro sexual masculino único há três meses, fazendo uso do coito interrompido como método anticoncepcional. Apresenta BEG, temperatura axilar de 38,1°C, dor à palpação do abdome inferior, com descompressão brusca negativa e ruídos hidroaéreos presentes. Ao exame ginecológico, colo uterino hiperemiado e presença de leucorreia amarelada. Toque vaginal: dor importante à mobilização do colo uterino, sem massas palpáveis. Neste caso:
a doença inflamatória pélvica aguda não é a primeira hipótese diagnóstica para este caso, pois a paciente apresenta parceiro sexual único.
o tratamento com anti-inflamatórios não esteroidais é suficiente em função de se tratar de quadro de salpingite aguda leve autolimitada.
a conduta imediata deve ser a laparoscopia de urgência para diagnóstico de certeza antes de se instituir antibioticoterapia.
após início da antibioticoterapia, deve-se realizar laparoscopia de urgência para firmar diagnóstico de certeza e, na presença de abscessos pélvicos, procede-se à respectiva drenagem.
o quadro clínico é bastante sugestivo de doença inflamatória pélvica aguda e a antibioticoterapia empírica é a melhor abordagem terapêutica inicial para a maioria dos casos desse tipo.