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Mirian, mulher cisgênero branca, 29 anos, comparece à Unidade Básica de Saúde para sua primeira consulta com o médico de família e comunidade, Pedro. Relata diagnóstico de epilepsia, em uso contínuo de carbamazepina, e solicita renovação da receita tanto para esse medicamento quanto para o anticoncepcional oral combinado (ACO), que usa há 4 anos. Informa que engravidou do primeiro filho mesmo em uso do ACO há 2 anos, mas deseja mantê-lo porque “se sente bem com ele”. Durante a consulta, Pedro aborda a possibilidade do uso do dispositivo intrauterino (DIU) de cobre. Mirian diz que nunca foi orientada sobre isso antes, pois no serviço anterior o método não era disponibilizado. O que Pedro deve orientar sobre o DIU de cobre neste cenário?
A inserção do DIU de cobre depende de avaliação ultrassonográfica prévia e deve ser feita somente em ambiente hospitalar.
O DIU de cobre tem menor eficácia do que o ACO combinado, principalmente em pacientes com epilepsia.
A interação entre ACO e carbamazepina é benéfica, e a troca por DIU é desnecessária na ausência de efeitos colaterais.
O DIU de cobre pode ser inserido na própria UBS, não exige ultrassonografia prévia, é eficaz por até 10 anos e pode causar aumento do sangramento ou cólicas menstruais.