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REVALIDA - UFMT - 2016

L. A. C., gênero masculino, 32 anos, vítima de acidente automobilístico, dá entrada na unidade de emergência trazido pelo SAMU. Esteve preso em ferragens por cerca de 1h. É trazido imobilizado em prancha, com proteção cervical. O socorrista passa as seguintes informações: - Tempo transcorrido da lesão: cerca de 1h; - Mecanismo da lesão: acidente automobilístico com capotamento, paciente preso em ferragens, sem outras vítimas envolvidas; - Lesões aparentes: sangramento nasal, dentes quebrados, equimoses em tórax, fratura exposta de fêmur esquerdo; - Sinais clínicos: palidez, taquicardia, sudorese profusa, com pulso de 110 bpm e pressão arterial de 100 x 40 mmHg, Frequência Respiratória (FR) de 34 irpm, inconsciente; - Tratamento já realizado até o momento (pré-hospital): imobilização, controle de sangramentos externos, intubação orotraqueal, fornecido oxigênio a 100% com dispositivo de balão, infusão venosa de 2,5 litros de solução cristaloide em acesso venoso periférico. Em relação ao atendimento inicial a ser prestado a esse paciente na unidade de emergência, cabe ao médico assistente estar particularmente atento à seguinte condição:

A

No paciente inconsciente, quando se torna necessário proceder à intubação e ventilação, esses procedimentos podem revelar ou agravar um pneumotórax. Portanto, o tórax do doente deve ser reavaliado periodicamente. A radiografia de tórax deve ser realizada tão logo seja possível, depois da intubação e do início da ventilação.

B

Hemorragias devem ser rapidamente abordadas e controladas, uma vez que o paciente apresenta sinais de choque. Como há fratura exposta, é importante que, durante a avaliação primária, hemorragia externa no sítio da lesão seja prontamente investigada e tratada com aplicação de torniquete, uso de pinças hemostáticas e ligadura de vasos.

C

É importante analisar o mecanismo do trauma, atendimento prestado e a evolução do paciente ao longo da primeira hora de lesão. Habitualmente, hemotórax ou pneumotórax simples, as fraturas de arcos costais e a contusão pulmonar podem comprometer rápida e gravemente a ventilação, devendo ser imediatamente, na avaliação primária, diagnosticados e tratados.

D

Hipoglicemia, álcool, narcóticos ou outras drogas são causas frequentes de déficits neurológicos em pacientes como este. Assim, até que se prove o contrário, os problemas mencionados devem ser considerados prontamente como causadores da alteração do nível de consciência. Afastada essa possibilidade, cabe ao médico partir à procura de trauma envolvendo o sistema nervoso central.

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