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Juliano, 32 anos, previamente hígida, retorna de viagem missionária ao interior do Amazonas. Há 20 dias apresenta febre baixa vespertina, cefaleia holocraniana progressiva e sudorese noturna. Nos últimos 5 dias, evoluiu com vômitos de repetição e diplopia. Exame físico: paciente em bom estado geral, afebril no momento, Glasgow 15, PA 110x70 mmHg, FC 88 bpm, FR 18 irpm, SatO₂ 98% em ar ambiente. Rigidez de nuca presente, paresia do VI par à direita. Não há sinais de petéquias ou rash. Exames laboratoriais: Hemograma: Hb 12,8 g/dL | Leucócitos 6.900/mm³ (linfócitos 48%) | Plaquetas 228.000/mm³ VHS: 78 mm | PCR: 27 mg/L Sorologias HIV, VHB e VHC: negativas RNM de crânio: conforme imagens apresentadas.

                                 

Punção lombar:

  • Aspecto: límpido-opalescente
  • Abertura: 290 mmH₂O
  • Células: 180/mm³ (82% linfócitos)
  • Proteínas: 210 mg/dL
  • Glicose: 32 mg/dL (glicemia: 95 mg/dL)
  • Pesquisa direta para BAAR: negativa
  • Cultura: em andamento 

Diante desse quadro, qual a conduta mais adequada neste momento?

A

Prescrever apenas aciclovir empírico, pois o líquor mostra padrão viral com linfocitose.

B

Introduzir anfotericina B de imediato, pois o padrão é mais compatível com criptococose.

C

Iniciar tratamento empírico para tuberculose meníngea, mesmo com BAAR direto negativo.

D

Aguardar resultado da cultura antes de iniciar tratamento específico.

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