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HCPA - HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE - 2013

Homem de 25 anos, vítima de acidente com veículo automotor (sem uso do cinto de segurança), foi atendido no local da capotagem por socorrista e trazido à emergência com imobilização cervical em tábua rígida. Estava consciente (escore 15 na escala de Coma de Glasgow), em ventilação espontânea com saturação de oxigênio de 99%, pressão arterial de 120/80 mmHg e frequência cardíaca de 88 bpm. Sem sinais externos de traumatismo cranioencefálico ou de lesões nos membros, relatou lembrar de todos os fatos ocorridos antes e após a capotagem. As pupilas estavam isocóricas e fotorreagentes. O paciente queixava-se de cervicalgia e dorsalgia, não movimentava os membros inferiores, mas obedecia aos comandos movimentando os membros superiores. Apresentava anestesia aos estímulos dolorosos no nível superior aos mamilos e priapismo. O raio X da coluna cervical não mostrou lesões nos segmentos C1-C7, e os de tórax e da coluna torácica não evidenciaram alterações. Qual a conduta mais adequada?

A

Solicitar tomografia computadorizada de crânio para afastar traumatismo cranioencefálico oculto com lesão biparietal (hematoma) ocasionando a paralisia dos membros inferiores.

B

Solicitar tomografia computadorizada da bacia para avaliar possivel fratura dos acetábulos ocasionando a paralísia dos membros inferiores.

C

Solicitar tomografia computadorizada das colunas cervical e torácica para avaliar lesão nessa transição.

D

Solicitar raio X da coluna cervical em flexão e extensão para avaliar listese ou luxação oculta.

E

Iniciar infusão de metilprednisolona em altas doses conforme recomendado pelo protocolo do National Acute Spinal Cord Injury Study (NASCIS).

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