Pratique questões de medicina
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Durante uma colecistectomia laparoscópica em paciente com quadro de colelitíase sintomática, o cirurgião observa uma configuração anatômica atípica na região do trígono de Calot, dificultando a identificação das estruturas. Ao realizar dissecção cuidadosa, ele percebe que o ducto cístico se une ao ducto hepático comum em um ângulo muito agudo, com trajeto quase paralelo por vários milímetros antes da confluência. Além disso, não se identifica a artéria cística no interior do trígono, sendo esta encontrada originando-se diretamente da artéria gastroduodenal e passando posteriormente ao colédoco.
Considerando o conhecimento anatômico da região hepatobiliar, qual das afirmativas abaixo é CORRETA em relação às possíveis implicações e características dessa variação anatômica?
Essa variação do ducto cístico indica provável duplicação da vesícula biliar, frequentemente associada à presença de ductos de Luschka com comunicação direta ao fígado.
A artéria cística originada da artéria gastroduodenal representa uma variante comum, sem implicações cirúrgicas significativas, visto que seu trajeto é sempre anterior ao colédoco.
O trajeto paralelo e o ângulo agudo de união do ducto cístico com o hepático comum aumentam o risco de confusão com o ducto colédoco e lesão iatrogênica se não houver exposição crítica.
A ausência de artéria cística no trígono de Calot indica atresia biliar congênita, quadro que frequentemente se apresenta com icterícia neonatal e colúria.
A irrigação do colédoco nesses casos torna-se dependente da artéria hepática esquerda, aumentando o risco de necrose biliar se houver ligadura inadvertida da artéria hepática comum.