Dica do autor: Em lactentes, a diástase dos retos abdominais é um achado frequente e fisiológico, decorrente da imaturidade da parede abdominal e do ângulo ainda aberto das costelas. Essa separação da linha média geralmente se resolve espontaneamente até cerca de 18 meses a 2 anos de idade, sem necessidade de tratamento cirúrgico ou uso de faixas compressivas, que não têm benefício comprovado. Além disso, a palpação do fígado até 2–3 cm abaixo do rebordo costal direito em crianças pequenas, quando macio, com bordas lisas e móvel com a respiração, também é considerado normal, devido ao maior tamanho relativo do fígado nessa faixa etária e à posição anatômica. A conduta nesses casos é tranquilizar os cuidadores e apenas manter o acompanhamento clínico.
Alternativa A: INCORRETA. A diástase dos retos em lactentes não exige ultrassonografia, pois é um achado clínico benigno e autolimitado.
Alternativa B: INCORRETA. Um fígado palpável até 2–3 cm abaixo do rebordo costal direito é fisiológico em lactentes, desde que sem sinais de rigidez ou dor.
Alternativa C: INCORRETA. A diástase dos retos é fisiológica até cerca de 18 meses a 2 anos e não exige correção cirúrgica precoce.
Alternativa D: CORRETA. Tranquilizar os cuidadores é a conduta correta, pois tanto a diástase dos retos quanto o fígado palpável e macio são achados fisiológicos nessa faixa etária.
Alternativa E: INCORRETA. O uso de faixas abdominais não previne nem trata a diástase dos retos e não altera a posição hepática.
Resposta: Alternativa D
Referências:
- MARCDANTE, Karen J.; KLIEMAN, Robert M. Nelson: Pediatria Essencial. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2023.
- KLIEGMAN, Robert M. et al. Nelson: Tratado de Pediatria. 21. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020.
- HANSEN, Mark; ELLIS, Mark. Physical Examination of the Newborn and Infant. In: RUDOLPH, Abraham M. Rudolph’s Pediatrics. 23. ed. New York: McGraw Hill, 2022.
