Dica do autor: O desenvolvimento das cavidades corporais durante a embriogênese ocorre a partir do celoma intraembrionário, que se divide progressivamente em três cavidades: pericárdica, pleural e peritoneal. Essa divisão depende da atuação coordenada de diversas estruturas embrionárias, como o septo transverso, as membranas pleuroperitoneais, as membranas pleuropericárdicas e os mesentérios dorsal e ventral. As membranas pleuropericárdicas, em particular, desempenham papel essencial na separação da cavidade pleural da cavidade pericárdica. Elas surgem como projeções da parede lateral do embrião que contêm os nervos frênicos e, ao crescerem medialmente, envolvem o coração em desenvolvimento e ajudam a estabelecer os limites entre o saco pericárdico e os canais pericardioperitoneais. A separação adequada dessas cavidades é fundamental para o posicionamento correto dos pulmões e do coração, além de evitar comunicações anômalas entre as estruturas torácicas. Assim, reconhecer o papel específico de cada estrutura é essencial para compreender a embriologia normal e as malformações que podem decorrer de sua alteração.
Alternativa A: INCORRETA. O mesentério ventral existe apenas na região anterior do intestino primitivo anterior e não separa completamente as cavidades peritoneais direita e esquerda. Ele contribui para a formação de estruturas como o ligamento falciforme e o omento menor.
Alternativa B: INCORRETA. As membranas pleuroperitoneais separam a cavidade torácica da cavidade abdominal (peritoneal), não da pericárdica.
Alternativa C: INCORRETA. O celoma intraembrionário origina as cavidades pericárdica, pleural e peritoneal, mas não ocorre fusão com o celoma extraembrionário nesse processo.
Alternativa D: CORRETA. As membranas pleuropericárdicas crescem medialmente a partir da parede lateral do corpo, e sua fusão separa a cavidade pleural da cavidade pericárdica, sendo essa sua principal função embriológica.
Alternativa E: INCORRETA. O mesentério dorsal persiste ao longo de todo o tubo intestinal (exceto em regiões específicas durante a rotação intestinal), e não participa da formação do ligamento coronário do fígado, que se origina do mesentério ventral.
Resposta Correta: Alternativa D
Referências:
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Moore, K. L., Persaud, T. V. N., & Torchia, M. G. Embriologia Clínica. 11ª ed. Elsevier, 2020.
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Sadler, T. W. Langman – Embriologia Médica. 14ª ed. Elsevier, 2021.
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Schoenwolf, G. C. et al. Larsen’s Human Embryology. 6ª ed. Elsevier, 2020.